MEIA TAÇA Filosofia na Taça.

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______________________________Dentro da Taça

Um amigo ontem manifestou-se diante de algumas imagens que trouxe comigo da última viagem de 2013 e perguntou-me o que seria um vinho limpo?

Eu respondi perguntando, se ele se referia aquele vinho sem aditivos químicos e livres…?

Então começou aí uma série de histórias que acompanham esse significativo interesse pelo vinho à moda antiga, eu diria, desses artesãos que buscam interpretar seu “terroir“optando pela simplicidade dos métodos tradicionais tão pouco associada ao luxo e ao tal gRamour de salto alto.

Uma das histórias que compartilhei em torno da curiosidade do meu amigo foi a respeito do vinho em seu processo manual. Bacana o que vivi provando vinhos tão incompreendidos e tão excepcionais na Bourgogne. E mais bacana verificar a animação de um consumidor iniciante com muitas perguntas…

A rebeldia com que produtores talentosos na Bourgogne, (como os Trapet) fazem vinhos é impressionante. A produção é lenta, é pouca mas é preciosa. E tudo para que nós possamos sentir aquele máximo de originalidade segregada pela acidez natural da uva nesse vinho.

Voltando ao método “limpo“, é o vinho sem SO2. Óbvio para alguns, e novidade para muitos que navegam sob vários temas e pouco menos dos vinhos apesar de beber vinhos…
Um vinho que busca extrema autenticidade, que persegue seu caráter e principalmente a sinergia das terras (`Climat`) onde cresceu.
Digo para ficar mais claro que um vinho limpo usa técnicas sofisticadas sim, mas aquelas que preservam a oxidação prematura, por exemplo, com o uso do co2, e seguida pela maceração da pisa. Sim, desde o manuseio das videiras até a PISA COM OS PÉS.

Importante é sempre ressaltar, e nada mais justo que propagar sempre a onda dos vinhos orgânicos. Mesmo que a demanda pelo consumo brasileiro seja minúscula.
Mesmo que o assunto, a priori, seja desinteressante.
No caso da Bourgogne, é contagiante pelo legado dos monges, que envolve o uso a preservação dos métodos ancestrais no processo de vinificação.

Estamos no Meia Taça sempre para contar-lhe o que esse mundo infinitamente ainda camufla e revela aos nossos paladares.

Fim de explicação deixo dito que sinto tanto que os vinhos sejam tão caros privando gente de conhecer traços de tradição e cultura quando então familiar, aquela que preserva uma atmosfera inclusive mais humana do que de escala industrial .

Touché!

 

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